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sábado, 26 de setembro de 2015

Não há sábado sem Sol

Em verdade, em verdade vos digo: campanha eleitoral sem paixão partidária é chatice tão grande como futebol sem paixão clubística. Para quem não torce por este ou por aquele, é descabido tanto alarido para meter uma cruz num quadradinho ou enfiar uma pequena bola numa baliza enorme.
Mas o que custa mais é ouvi-los até que a voz lhes falte a dizer ... a dizer o quê?
FOTO 1: em guerra contra o mato. Antes, tinha já gradado o Vale da Junqueira e as Sesmarias, que estavam no triste estado que a FOTO 2 mostra.
FOTO 1
FOTO 2

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Outra história que acaba bem

Como se lembrarão alguns, há duas semanas comprei e paguei 2000 quilos de lenha, mas, após pesagem em balança de casa de banho, verifiquei que faltavam 1070 quilos.
A lenha da foto foi entregue hoje, a comprovar que vale a pena reclamar com firmeza e fundamentação.
Problema resolvido, outra história que acaba bem.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Cor serpentis

Penso, talvez erradamente, que situações como a que aqui relatei nos últimos dias envolvendo um contrato que desconheço ter assinado com uma operadora de comunicações móveis se devem à precariedade do trabalho e aos baixos salários. Contratam o mais barato, que não é o melhor, nem em profissionalismo, nem em ética. Com a pressão para atingir quotas impossíveis, podem alguns cair na tentação de "fazer" clientes custe o que custar, mesmo que os "clientes" tenham dito redondamente que não... E não é difícil forjar angariações e aceitações de contrato. Nos EUA, os bancos contratavam gente só para falsificar assinaturas em contratos de hipoteca de casas: tinham feito o empréstimo, mas com a pressa não possuíam documentos que fizessem prova em acções de despejo. Ora com a globalização tudo de mau do capitalismo acaba por chegar até nós.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O poder do Facebook

Ontem, estive 49 minutos às turras com os serviços do MEO, conforme aqui contei, e com resultados quase nulos. Hoje, telefonam-me a informar que a tal Internet Móvel, a que não aderi, foi cancelada, a factura anulada e os pagamentos indevidamente cobrados por débito directo ser-me-ão creditados. Só ainda não vi as "provas" da minha adesão ao tal serviço pois, ao que me disseram, para tal tenho de ir a uma loja MEO fazer o pedido para ouvir a gravação. E vou fazê-lo.
Posso estar redondamente enganado, mas não tivesse eu protestado publicamente, aqui e no Facebook, e talvez não fossem tão lestos a atender a reclamação e a corrigir a anomalia.

Valha-me São Kafka!

Lembram-se da velha anedota machista e parva: quando chegares a casa, dá porrada na tua mulher.
-- Porquê?
-- Ela sabe.
Lembram-se? Pois é como essa pobre mulher que me sinto após ter perdido 49 minutos ao telefone, chamada paga, a querer saber porque é que o MEO me enviou factura de Internet Banda Larga Móvel, se eu não aderi ao serviço, não tenho sequer cartão, e não me conseguem apresentar, até ao momento, nenhuma prova de que, por escrito ou verbalmente, subscrevi esse serviço -- invariavelmente, de há anos para cá, a minha resposta é que não faço negócios por telefone e tanto teimo que perdem a cabeça, juram honestidade, e eu, velho casmurro, sempre Não, não! Mandem-me um contrato escrito para eu ler primeiro, depois logo decido.

49 minutos em que educadamente me exaltei ao saber que me têm andado a cobrar esse valor no débito directo que autorizei para o M4O (tv, telefone, 2 tm, mas nada de banda larga móvel), que não me enviaram facturas em papel por ter aderido à factura electrónica e não enviaram as facturas electrónicas por minha culpa, não percebi porquê.
49 minutos! A menina ficou de, no prazo de dois dias, me apresentarem provas de que assinei o contrato, ou o aceitei por telefone.Espero ansiosamente por elas.
Até lá, valha-me São Kafka!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A Alma do Diabo, Carla Pais

Chegou ontem e li-o de um só fôlego. O diabo do conto tem alma e prendeu-me logo às primeiras linhas! Muito bem escrito, tem por base uma boa história de emigração e turistas, a sugerir-me vagamente a intriga do romance A Amante Holandesa, de Rentes de Carvalho, mas com uma linguagem, um discurso, e desenvolvimento completamente diferentes, que a Carla Pais tem voz própria, que se escuta com prazer e muito promete.      
Personagens interessantes e bem construídas, presença opressiva do sobrenatural em numerosas alusões do narrador, evitando com bom gosto os malabarismos do "realismo mágico", tensão e mistério, que a autora, revelando maestria na arte de contar, não dissipa, não desvenda, não explica, envolvendo assim o leitor na construção de possíveis significados.
Não surpreende, portanto, que A Alma do Diabo tenha vencido o concurso de contos promovido pelo município de São Vicente, local onde, aliás, decorre a maior parte da acção.
Parabéns, Carla, e força nessa escrita. Muito obrigado pela oferta, pelo prazer da leitura, e por te teres lembrado de mim!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Setembro

"Eis Setembro, que chega fresco e risonho como a Primavera, após outro Agosto infernal, de calor e de incêndios. Não nos iludamos: nada voltará a ser como dantes. Setembro jamais será Abril, mesmo que este Sol e esta luz nos queiram convencer de que a Primavera dura todo o ano e a juventude é eterna, mesmo que a cidade pareça a mesma, com o castelo indiferente à passagem dos séculos e o Lis correndo sempre ao encontro do irmão gémeo, para juntos procurarem o mar, sonho de todos os rios."
Assim começa Do Lacrau e da Sua Picada, escrito quinze anos atrás. Para minha grande mágoa, tinha então razão, Setembro jamais será Abril, por muito que em dias como o de hoje se assemelhem.